quarta-feira, 4 de novembro de 2009



E sinceramente fiquei surpreso e decepcionado com a notícia. Surpreso pelo fato de que o anúncio oficial só deveria sair no domingo, o que acabou sendo ligeiramente antes do tempo. Decepcionado não tanto pela Toyota, mas sim pelo fato de que o Kobayashi pode ficar sem vaga para o ano que vem, e pelo o que ele mostrou nas duas últimas e únicas corridas que participou, mereceria uma vaga sem dúvidas, principalmente quando levo em conta que pilotos como Piquet, Nakajima e Grossjean receberam uma chance esse ano.

O destino da Toyota já estava em jogo faz tempo, porém a montadora tentava desmentir a provável retirada de todas as formas, mas no fim ela própria deu fim a sua equipe de Fórmula 1. Os dois grandes motivos por trás dessa decisão foram a falta de bons resultados (a Toyota não ganhou uma única corrida desde a sua estréia em 2002) e a crise econômica mundial, que freou o crescimento da Toyota e trouxe prejuízos a empresa.

Quanto aos pilotos, os dois maiores prejudicados são o já citado Kobayashi e principalmente o Nakajima. Ambos faziam parte do programa de jovens pilotos da Toyota. O ponto é que não sei se pelo menos os pilotos a equipe continuará apoiando, mas acredito que não, o que sem dúvidas é uma pena no caso do Kobayashi. Pelo trabalho que mostrou é até possível que consiga uma vaga para o ano que vem, pelo menos considerando só o talento. O problema é que como o próprio piloto afirmou, ele não tem dinheiro para trazer patrocínios a equipe alguma, seja ela uma grande equipe ou uma das novatas.

E isso certamente complica. O que chega a ser irônico quando quase todos os japoneses entraram na Fórmula 1 graças aos milionários patrocínios. Caso não consiga uma vaga na Fórmula 1, Kobayashi afirmou que não tem dinheiro nem para correr na GP2, e a saída seria voltar ao Japão para trabalhar no restaurante de sushi do seu pai. Seria um fim triste e injusto para um piloto promissor. E claro, um grande desperdício. Bem que a Toyota poderia ficar pelo menos mais um ano, já que o piloto que eles procuravam provavelmente havia aparecido.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009



Sempre disse que os jogadores coreanos são considerados os melhores do mundo. Claro que nem sempre eles ganham os torneios mundiais de Starcraft, mas sempre fazem bonito, de uma forma parecida com o Brasil na Copa do Mundo de Futebol. Esse pequeno documentário da National Geograph mostra parte do fanatismo e popularidade que o game desfruta na Coréia do Sul. O vídeo tem como base a WCG de 2005.
Documentário
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terça-feira, 20 de outubro de 2009



A menos que você tenha passado os últimos meses longe da civilização duvido que não tenha criado expectativa em torno da disputa entre Rubens Barrichello e Jenson Button pelo título mundial de Fórmula 1. Pois é, a corrida aconteceu no último domingo e infelizmente o Rubens não conseguiu se manter na briga pelo título. Uma pena, mas de qualquer forma a campanha do piloto foi boa, embora grande parte dos brasileiros tenha a incrível capacidade de não reconhecer esse fato. E isso é grave quando vemos os estrangeiros elogiando a vitalidade e combatividade do Barrichello mesmo aos 37 anos de idade.

Chega a ser triste o comentário de grande parte do pessoal, a maioria não entende nada de Fórmula 1 e a menos que o piloto ganhe o campeonato, parece que ele não é nada. E nem digo isso por ser brasileiro e residir no país, falo como grande amante de Fórmula 1 e muito mais do que um mero torcedor. Acompanho o esporte a mais de 15 anos, praticamente comecei quando o Rubinho sentou pela primeira vez num carro de Fórmula 1. Confesso que no começo tinha esses tipos de pensamento e não o achava bom.

Porém nada que um pouco de experiência em acompanhar as corridas não me fizesse perceber certos detalhes, que infelizmente a mídia nunca conta (por isso entende-se: a rede Globo). Passei a considerar muito o Rubens a partir da fase dele na Honda, e consegui enxergar a linda vitória dele na Alemanha (em 2000), que antes era incapaz de ver. Foi bom vê-lo lutando pelo campeonato esse ano e principalmente notar a vitalidade dele ao longo de todo ele. E aí pergunto: Será que ninguém é capaz de reconhecê-lo pelo esforço e vontade? Ele precisa ganhar um campeonato para provar que é bom?

O começo de campeonato dele realmente não foi dos melhores, mas da metade para frente vimos lindas corridas, com um carro que a essa altura já não era o melhor do grid. As duas vitórias do Rubinho em Valência e em Monza eram improváveis, dado o estado da Brawn naquela altura do campeonato, e mesmo assim ele carregou o carro nas costas. Era impossível que o Rubinho repetisse o feito do Button nessa segunda fase do campeonato, mas ele fez o que pode e até um pouco mais com o carro que tinha.

Aliás, esse pole no Brasil debaixo de chuva também não estava prevista, a RBR era disparada o melhor carro para Interlagos, o Vettel teve apenas uma infelicidade durante os treinos e infelizmente não pôde brigar pela pole, mas era possível ver a força da equipe pelo bom treino do Weeber e a quantidade de combustível que o mesmo carregava. Mesmo assim o Rubinho conseguiu largar na pole, porém era óbvio que vencer essa corrida, embora não fosse impossível, seria improvável.

Infelizmente muitos vêem a "derrota" do Rubens em Interlagos como mais um fracasso do piloto. Ninguém parou para pensar nas condições de pista e no próprio carro do piloto. Aí sempre vêem com aquela conversa que ano passado o Massa fez a parte dele, e blá, blá, blá. Nada contra o Massa, a corrida dele em Interlagos foi excelente e perfeita, mas sempre se deve ressaltar que as condições do Rubinho e do Massa eram bem diferentes. Em 2008, Ferrari e Mclaren eram os melhores carros do grid e sempre lideravam quase todas as provas.

2009 era diferente, Button e Barrichello lutavam com um carro que já tinha condições de perder para BMW, Renault, Toyota, Ferrari, Mclaren, Force India e até mesmo Williams e STR. Da metade para frente muitas equipes se mantinham entre a Brawn e a RBR, variando apenas o jogo de força presente entre uma corrida ou outra. Obviamente Interlagos não seria diferente, e assim foi. Bom, poderia continuar com a conversa, mas prefiro deixar o link para um texto muito interessante do Flávio Gomes.

É um texto muito bom e que desmistifica os exageros cometidos pela mídia e o "povão". E é prova que um piloto para ser bom, não precisa ser campeão do mundo. Afinal há vários pilotos bons e que nunca foram campeões.

http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2009/10/19/em-defesa-de-barrichello/
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009



Saiu agora pouco no site da Made in Japan uma lista de 13 tradições japonesas imateriais incluídas como Patrimônio Mundial da Unesco. Por enquanto temos 76 itens de 28 países diferentes, o que significa que o Japão tem pelo menos 1/6 do total. Confesso que não conheço a maioria delas, mas é muito bom saber que a Unesco reconheceu parte das tradições clássicas japonesas, que sem sombra de dúvidas é uma das maiores contribuições do país para a humanidade. Quem quiser conferir a lista é só clicar no link abaixo.
Lista
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009



Postei agora pouco no Subete Animes, um vídeo bem parecido com o de baixo, mas ele fazia referência ao Live Action de Dragon Ball. Como os outros vídeos apresentavam temas um tanto quanto fora do contexto do blog irmão, resolvi colocar o resto no Boku no Sonzai. Ao todo temos quatro vídeos estrelados pelo "carismático" Adolf Hitler. No primeiro deles temos a decepção de Hitler quando descobre que o novo Starcraft 2 não terá modo LAN. O Fuhrer não poupa críticas ao pessoal da Blizzard e ataca ferozmente WoW.

No segundo temos justamente o fatídico dia em que Hitler é banido de WoW. E para variar fica revoltado com as suas perdas no game em questão. De certa forma qualquer um que já jogou um game do gênero sabe o quanto é terrível ter a sua conta banida e perder todo esforço acumulado em meses. Mas nesse caso o vídeo ficou muito carismático. O terceiro vídeo está ligado novamente a banimentos, porém dessa vez Hitler foi banido da Xbox Live, a rede on-line do console da Microsoft.

E o último é um tema recorrente entre os estudantes de todo Brasil (mais especificamente São Paulo) e nos conta a experiência e reação de Hitler após ser reprovado mais uma vez no vestibular de medicina da Fuvest. Confira os quatro vídeos logo abaixo.
Starcraft 2
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Warcraft
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Xbox Live
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Medicina USP
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A Blizzard anda bem enrolada quando o assunto é Starcraft 2. Graças ao sucesso de WoW a produção de "Star2" está sofrendo constantes atrasos, e tem revoltado alguns fãs mais puristas do game (o que reacende o velho racha entre Starcraft e Warcraft). Pelo menos enquanto o game não chega definitivamente às lojas, um novo trailer do modo história foi liberado. Nele vemos o lendário Zeratul verificando uma ruína antiga, quando repentinamente é atacado por um grupo de Hidralisk. Claro que o herói de Protoss dará um jeito de sair vivo dessa e no final encontrará uma velha conhecida dos jogadores.

O vídeo está bem interessante (embora curto) e conta com cenas de batalha que farão os fãs do Zeratul ficarem com lágrimas nos olhos (eu incluso). Para quem não se lembra, no modo história do primeiro Starcraft foram os Protoss que mais tiveram perdas na guerra, enquanto os Zergs tiveram um saldo positivo. Ao que parece no novo game os Protoss são a raça com o maior número de modificações quando o assunto são unidades (e isso tem ligação com a derrota deles no BW).

A principal é a ausência do Dragoon, uma das unidades mais queridas e versáteis (apesar do baixo IA), que era quase obrigatória em qualquer exército Protoss. No seu lugar teremos três novos tipos de Dragon: Imortal (especializado em combates contra unidades pesadas), Stalker (uma espécie de Dark Dragoon, com capacidade de teletransporte) e o Colossus (uma máquina gigante ótima para fritar alguns Zerglings). Além disso, há uma variedade grande de naves novas, sendo a principal delas a poderosa Mothership, capaz de causar grandes estragos em qualquer exército, sobretudo com o seu Planet Cracker e o soberbo Dark Hole.

Starcraft tem previsão de lançamento para 2010 e virá em três versões diferentes. Não haverá suporte para jogos em LAN.
Vídeo
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009



Descobri hoje mesmo enquanto procurava alguns vídeos sobre Fórmula 1 esses dois pequenos trailers referentes ao F12009, que será lançado exclusivamente para Wii e PSP ainda esse ano. Não costumo gostar de games de F-1 para consoles, afinal nenhum deles conta com suporte para atualizações, de modo que passado um ano, o jogo já está praticamente defasado. Normalmente prefiro ficar com os games de PC que frequentemente tem atualizações. Nessa linha de jogos temos o Rfactor, o Grand Prix 4 e o F1 Challenge 2009.

Por outro lado, o que chama atenção nesse novo game de F-1 é o fato de estar sendo produzido pela Codemaster, famosa por grandes games de corrida, sobretudo os de simulação, como é o caso da série Grid e GTR. Por isso, saber que o novo F12009 está sendo produzido pela produtora é um alívio em tanto. Muito melhor do que deixar a franquia nas mãos da Sony, que não fez um bom uso da licença sobre os games de F-1 durante mais de dois anos.

Considerando o nível de realidade presente nos games da Codemaster, o novo F-1 tem tudo para ser uma das experiências mais realistas do gênero, e aliás, esse título marca a estréia da produtora a frente dos jogos de F-1. Graficamente o game está muito bonito, principalmente considerando que se trata de um título para o Wii, conhecido pela sua capacidade inferior de processamento frente ao PS3 e Xbox 360. Resta saber qual será a lista de pilotos, afinal tivemos mudanças significativas esse ano, como a substituição de Nelsinho Piquet, o acidente de Felipe Massa, e consequentemente, a presença de Badoer e Fisichella no cockpit da Ferrari, e vários outros fatos.

De qualquer forma, o ponto mais interessante do novo game é sem dúvidas o volante edição limitada que virá junto com a versão do Wii. O Wii Remote é encaixado no meio dele, sendo que o acessório se parece muito com os volantes da vida real. Além disso, entre os modos de jogo temos um na qual o jogador revive grandes momentos do campeonato do ano passado, como por exemplo, a última volta do GP de Interlagos na pele de Lewis Hamilton. Para quem não se lembra, essa histórica última volta deu o título ao piloto britânico.

Deixei abaixo dois trailers para quem quiser conferir.
Trailer 1
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Trailer 2
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Abaixo segue algumas screens






segunda-feira, 7 de setembro de 2009



Talvez por influência da Fórmula 1 sempre gostei de ouvir hinos nacionais de outros países. O hino brasileiro pode ser lindo, mas o francês, alemão e espanhol não devem em nada ao nosso. Considerando essa influência gosto bastante do hino alemão, francês, italiano, espanhol e finlandês. E se considerarmos os pilotos e equipes que vem vencendo os últimos campeonatos de Fórmula 1 não é difícil de adivinhar o motivo.

O único ponto é que não conheço o hino de outras nações além daquelas que dominam a Fórmula 1. As únicas duas exceções são os do Japão e da Rússia. O primeiro pelo fato óbvio de ser descendente de japonês. Já o segundo não sei ao certo dizer onde e quando tive o primeiro contato. Em relação ao hino japonês gosto bastante dele. Apesar de ser um hino lento, meio sem ritmo e curto, tem uma letra que reflete parte do pensamento do japonês e a valorização do imperador, que é uma figura central no modo de pensar da nação.

Para quem quiser achei um bom site com vários hinos em mp3. Deixei o link logo abaixo. A maioria das canções não dura mais do que um minuto e meio, mas é interessante mesmo assim.
National Anthems
http://www.national-anthems.net/

terça-feira, 1 de setembro de 2009



Já havia recebido a revista faz algum tempo, mas só essa semana arranjei tempo para ler. A edição desse mês é muito interessante, dando enfoque a culinária japonesa, um dos principais meios de propagação da cultura japonesa. Além de enfocar os pratos tradicionais da culinária japonesa, como o sushi, a matéria aborda pontos diversos, como a etiqueta na hora de se apreciar a iguaria, modos de se comportar sobre a mesa em qualquer ocasião, votação com os melhores restaurantes, chefs e sushimens, entre outros.

Fiquei com água na boca vendo as receitas colocadas na revista, pena que seja leigo na cozinha. Vou ter que pedir para alguém cozinhar para mim. Quero experimentar muito o sobá e o shabu-shabu. Na verdade acredito que seja possível num dos restaurantes da Liberdade, mas tenho que perder o costume de sempre frequentar os mesmos lugares. Sei que adoro o Asuka por causa do Lamen, mas variar não faz mal para ninguém. Algum dia tenho que comer o Chanko-nabe. Faz tempo que planejo e nunca coloco isso em ação.

De resto, meu e-mail que mandei para a revista apareceu nessa edição. Além dos tradicionais elogios (afinal eles merecem) pedi uma matéria especial sobre mahjong. E quem acompanha o blog sabe que nem preciso explicar os motivos. Espero ver uma matéria sobre o tema já nas próximas edições. Pelo menos desde que acompanho a Made in Japan (faz uns três ou quatro anos) até agora não vi nada sobre o assunto. Mas será interessante caso apareça, pelo menos ajuda a divulgar esse tão obscuro, mas desafiador jogo.



Fonte: Made in Japan

Já tinha ouvido falar do torneio mundial de Kendô, afinal fiz algumas aulas experimentais aqui na cidade onde moro. Nunca cheguei a levar esse esporte, ou estilo de vida (como preferir) para frente, mas não nego certa afeição pela modalidade. Na última semana o Brasil abrigou o torneio mundial de Kendô, em São Bernardo do Campo (SP), trazendo para o país mais de 400 atletas, dos mais diversos países. A vitória em todas as categorias ficou com os criadores dessa nobre arte, os japoneses.

Mas nem por isso os brasileiros fizeram feio, ficando com o terceiro lugar na categoria equipe masculina e feminina, e o terceiro no individual feminino. Nada mal.

Para quem tiver interesse vale a pena procurar informações pela internet, sobretudo na Confederação Brasileira de Kendô. Sei que muitos devem ouvir que o Kendô é um esporte caro, mas a menos no local onde fiz as aulas experimentais, o material inicial cobrado era apenas a shinai, que pode ser encontrada por 100 reais. Claro que com o passar do tempo será necessário investir no capacete e na armadura, que tranquilamente ultrapassam o valor de 600 reais (e isso porque estou chutando baixo).